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Em um futuro sustentável, a mobilidade está no centro das atenções dos empresários da área

O mercado automotivo brasileiro está passando por uma situação delicada. De um lado, avanços tecnológicos e discussões sobre sustentabilidade impulsionam o desenvolvimento de carros elétricos e híbridos. De outro, a falta de semicondutores, decorrência da pandemia e da guerra na Ucrânia, a inflação e a alta nos juros preocupam a indústria. 

Apesar do cenário, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE), abril registrou alta de 14,5% no número de emplacamentos diários em comparação com o mês anterior. Diante desse cenário, surge a questão: como destacar a comunicação do setor? 

Comunicação 

O setor automotivo deve ter uma atenção especial com a comunicação das marcas. José Augusto Silva, Diretor Comercial do Grupo Graciano, concessionária de Araraquara (SP) acredita que o setor precisa utilizar a linguagem de forma assertiva, especificando-a para cada veículo de comunicação, a fim de atingir o consumidor. “A comunicação do setor navega entre as mídias digitais e clássicas com linguagens apropriadas para cada uma, como forma de destacar e evidenciar os produtos do setor automotivo”.  

Newton Júnior, Gerente Comercial da Itacuã, concessionária de Ribeirão Preto (SP), afirma que a modernização dos automóveis e os avanços na tecnologia automotiva trazem para as empresas um novo perfil de consumidor. “Precisamos planejar a comunicação para abranger a variedade de clientes e atingir esse novo consumidor”, diz. “Entendemos que devemos investir em comunicação para alcançar nosso público local e regional”. 

Silvio Reis, Sócio e Proprietário do Grupo Celinho, empresa de autopeças de Pouso Alegre (MG), concorda. “Atualmente, com o avanço da tecnologia, os meios de comunicação estão muito voltados para a transformação digital. É preciso acompanhar a mudança de comportamento do consumidor, preparar-se para o futuro, e repensar a maneira tradicional de vender no balcão, como a exposição do produto”.  

Mobilidade urbana 

José Augusto Silva comenta o papel da comunicação como forma de destacar a mobilidade. Isso porque o setor automotivo, independente do produto que vende, atende a mobilidade urbana. “A mobilidade sempre foi uma necessidade do ser humano. Precisamos ter o produto certo para cada tipo de cliente, para que haja o retorno financeiro que atenda suas necessidades”, esclarece. 

A título de exemplo, Sílvio Reis cita um comportamento do cliente percebido no pós-pandemia. “Muitas pessoas abandonaram o transporte público e tiraram seus carros da garagem. Uma alternativa muito procurada em todo o Brasil é o uso de carros de transporte de aplicativos”. Voltando-se para o atendimento à mobilidade e a diferentes tipos de clientes, concessionárias no país estão desenvolvendo um movimento de assinatura do cliente direto, que oferece a oportunidade de locação de automóveis para aqueles que não possuem interesse em comprar um carro, mas necessitam do veículo.  

Futuro do setor 

Segundo levantamento do Summit Indústria Automotiva, em 2024, as vendas de SUVs superarão o total de um milhão de unidades. Newton Júnior está positivo quanto ao futuro do setor. “O setor automotivo está em constante evolução, com os carros híbridos e elétricos. Precisamos nos adaptar, pois isso exigirá mudanças nas manutenções, nas ferramentas e no treinamento da equipe. É uma realidade que em breve estará no mercado com força total”. 

Quanto à falta de semicondutores, Silvio Reis acredita que a situação começará a se normalizar no segundo semestre de 2022. “Minha expectativa é que o setor se consolide até meados de 2023”. Já José Augusto Silva destaca a importância da sustentabilidade para o setor. “A energia limpa e renovável é o futuro”, conta.  

Entrevista cedida do site https://negocios.empresaspioneiras.com.br/break/