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Para o consumidor, a fidelidade à marca na hora da troca total do produto não é fundamental. O que o proprietário tem de seguir obrigatoriamente são as especificações do lubrificante que constam no manual do carro, assim como os prazos para a substituição.

“Considerando que o período de troca seja respeitado e que as especificações do lubrificante, como a viscosidade e o grau API, atendam às recomendações da montadora, não há nenhuma complicação em misturar lubrificantes de diferentes fornecedores”, explica o engenheiro Everton Lopes, mentor de Energia a Combustão da SAE Brasil.

Completar o óleo não é nenhum absurdo. O processo de lubrificação faz o produto circular pelo motor até as partes mais altas, como os anéis superiores do pistão, e sempre sob altas temperaturas.

Então, a queima e perda parcial do lubrificante é perfeitamente normal. Portanto, se o nível estiver abaixo da marca do máximo da vareta e ainda reste uma boa quilometragem para a troca, você pode adicionar lubrificante, sem medo. Só que, nessa situação, misturar as marcas não é recomendado. Isso porque cada fabricante usa matérias-primas e aditivos próprios, apesar das mesmas especificações.

Óleos de motor são formulações complexas de óleos básicos e aditivos, e, mesmo que eles atendam as mesmas especificações API ou ACEA, nem sempre esses componentes são idênticos, o que pode gerar perda de eficiência do lubrificante no longo prazo.

E não esqueça que, ao completar, é imprescindível seguir as mesmas recomendações do produto que já está no motor. Especialmente no que diz respeito à viscosidade, já que algumas montadoras permitem dois ou três níveis.

Fonte: quatrorodas.abril.com.br